23 de novembro de 2015

GT – Invertebrados terrestres

Responsável:

  • Ana Lúcia Tourinho

Participantes:

  • Suzana Ketelhut
  • Thiago Izzo
  • Jessica Viana
  • Willians Porto
  • Lina Almeida
  • Ivan Meireles
  • Gustavo Miranda
  • Pío Colmenares
  • Sérvio Olusogba Pontes Ribeiro
  • Renata Campos

Proposta de estudo:

Levando-se em consideração a alta diversidade e abundância dos invertebrados terrestres, a existência de diversas espécies endêmicas, a alta sensibilidade desses animais à alterações ambientais, o baixo custo para a execução de coletas e a velocidade relativamente alta também na obtenção de resultados relevantes para o monitoramento ambiental, propomos o monitoramento deste grupo na área do Rio Doce/MG. Esta área foi severamente afetada pelo rompimento de duas barragens das usinas de mineração da empresa Samarco.

Objetivos Gerais:

  1. Avaliar o impacto do rejeito e a contaminação do Rio Doce sobre a fauna de invertebrados terrestres no entorno da calha principal;
  2. Quantificar a perda de diversidade nos grupos focais distribuídos na região;
  3. Testar se espécies, e quais espécies, estão suscetíveis à contaminação e avaliar os riscos e os desdobramentos caso haja contaminação;
  4. Monitorar os efeitos do rejeito sobre a fauna de invertebrados terrestres a médio e longo prazo.

Métodos:

  1. Pitfall: as armadilhas de queda ou Pitfall (copos plásticos de 500 mL) são usadas para estimar a abundância e a composição de espécies de invertebrados com atividade na superfície do solo. A borda da armadilha é coberta com uma fina camada de solo ou folhiço e colocada poucos milímetros abaixo da superfície. Em cada parcela são colocadas 10 armadilhas espaçadas cinco metros entre si. No interior de cada armadilha é utilizada solução de álcool (100%) para conservação do material permanecendo em operação por 48 horas.
  2. Busca ativa noturna críptica: é realizada ao longo de parcelas de 250 m pelo tempo de 1 hora, dentro de uma faixa de 2 m de largura. O foco do coletor é feito em ambientes crípticos como, por exemplo, troncos caídos, atrás das cascas das árvores, serapilheira incluindo a suspensa), em cavidades do solo e raízes.
  3. Eclectores tipo de armadilha “de emergência” que captura artrópodes que se localizam no solo, mas também podem capturar habitantes de outros locais, como do tronco e região de copa que visitam o chão ou áreas alagadas. Capturas permanentes através deste método podem auxiliar no inventário de espécies, dominância, densidade de atividade e fenologia de artrópodes (Adis, 2002). Consistem em aparatos circulares de captura, com uma área basal de 1m2 e cobertos por um tecido preto, um frasco coletor transparente, e uma armadilha tipo alçapão sem isca (pitfall). As paredes laterais (altura 0,5 m) são feitas com PVC cinza, e a cobertura de tecido do eclector tem uma forma de funil, em cujo topo é fixado o frasco coletor plástico. Este funil de tecido é suportado por quatro barras de metal, para dar sustentação. O frasco coletor é transparente e funciona como uma “armadilha luminosa”. Os artrópodes atraídos pela claridade sobem e/ou voam pelas paredes da armadilha e são capturados pelo frasco coletor. Para evitar o escape de animais, a armadilha é enterrada parcialmente no solo. A armadilha do tipo pitfall, instalada no interior do eclector, no solo, serve para diminuir a predação de animais que eclodem por predadores que estiverem dentro do eclector. Uma vez que o sítio de instalação da armadilha é determinado, o solo é perturbado o mínimo possível após a instalação da mesma. Quatro fotoeclectores serão instalados nos 100 m de transecção em cada ponto amostral. Permanecerão por 5 dias em cada área visitada, tempo necessário para cumprir os demais protocolos.
  4. Batedores de vegetação: As coletas realizadas com o batedor de vegetação (ou guarda-chuva entomológico) serão executadas durante a manhã. O mesmo consiste de uma armação de tubos de PVC que sustenta um tecido branco de 1m2, sobre o qual os artrópodes caem quando a vegetação é batida com um bastão de madeira. Serão amostrados arbustos e outras unidades de vegetação ao longo dos transectos estabelecidos em cada parcela. Primeiramente, serão amostrados os arbustos que tocarem a linha e, posteriormente aqueles que estiverem até 2m de distância da mesma. Os artrópodes que caérem sobre o tecido serão coletadas e armazenadas em pote plástico contendo álcool 100%. Cada hora de amostragem ao longo dos transectos será considerada como uma unidade amostral.

Áreas de estudo:

  • Parque Estadual do Rio Doce
  • Reserva Natural Vale
  • Floresta Nacional dos Goytacazes
  • E outras áreas a serem identificadas