2 de dezembro de 2015

GT – Dimensões Humanas e Questões Ambientais Associadas

Equipe de Coordenação:

  • Betina Leme – Psicóloga (IP-USP) e Linguista (FFLCH-USP), mestranda em Literatura Brasileira (FFLCH-USP); atuação em projetos com populações em situação de vulnerabilidade; consultora independente.
  • Bianca Pavan Piccoli – Assistente Social e Socióloga, Esp. em Ed. Inclusiva.
  • Fábio H. Comin – Biólogo, Esp. em Ed. Ambiental, Mestre em Ecologia de Agroecossistemas, Doutor em Ecologia Aplicada (ESALQ/CENA/USP)
  • Lenira Rueda – Socióloga, Esp. em Gestão de Políticas Públicas (Unicamp), experiência com participação e mobilização social na gestão pública em MG.
  • Maria Beatriz Nogueira Ribeiro – Bióloga e Mestre em Ecologia (IB-USP), Doutora em Ecologia (Instituto Nacional de pesquisas da Amazônia – INPA).

Apresentação do GT:

A proposta de criação do GT Dimensões Humanas e Impactos Ambientais Associados surgiu a partir da necessidade de avaliar de forma independente os impactos socioeconômicos associados aos impactos do rompimento da barragem de rejeitos da SAMARCO. O estudo proposto tem foco nas comunidades situadas ao longo do Rio Doce e em sua foz que tiverem seus modos de vida afetados, levando em consideração suas atividades econômicas e de subsistência relacionadas com os recursos ambientais modificados pela alteração no ambiente devido ao impacto do rompimento da barragem. Há especial preocupação com as populações em situação vulnerável, pois estas possivelmente correm maior risco de ser negligenciadas nos processos de reparação correlatos aos processos vinculados à SAMARCO.
Este estudo será baseado em informações levantadas por meio de revisão bibliográfica e em dados levantados em campo por pesquisadores e cidadãos voluntários, sempre seguindo critérios científicos.
O GT conta atualmente mais de 100 inscritos e uma equipe de coordenação voluntária formada por seis profissionais das áreas de ciências humanas e biológicas, com experiência acadêmica e de campo, assim como na elaboração de Estudos de Impacto Ambiental (EIA).

Objetivos:

Objetivo geral:

Avaliar os impactos socioeconômicos do rompimento da barragem de rejeitos da Samarco para populações ribeirinhas vulneráveis economicamente e que dependem diretamente do meio ambiente para sua subsistência, sustento e manutenção do seu modo de vida.

Objetivos específicos:

1. Realizar levantamento das populações ou comunidades vulneráveis economicamente e que dependem do meio ambiente para sua subsistência, sustento e manutenção do seu modo de vida, afetadas diretamente pelo acidente no Rio Doce.
2. Identificar os diferentes grupos de população afetada: pescadores, marisqueiras, agricultores familiares (até 4 módulos fiscais), indígenas, entre outros.
3. Realizar revisão bibliográfica e coleta de dados secundários (IBGE, Pronaf, dados governamentais, entre outros) referentes às questões socioeconômicas destas populações.
4. Investigar in loco a situação socioeconômica das populações após o acidente, por meio de questionários, entrevistas e registros fotográficos.
5. Entender os processos de perdas e danos causados pelo acidente nestas comunidades, com base em todas as informações primárias e secundárias coletadas.
6. Elaborar um relatório técnico-científico para compor o Relatório dos Impactos Ambientais do GIAIA.

Justificativa:

Estamos presenciando um dos maiores desastres socioambientais brasileiros deste século. Pessoas desabrigadas, abastecimento de água comprometido, solo contaminado, animais dizimados e uma enorme perda de diversidade terrestre e aquática. O GIAIA – Grupo Independente para Análise do Impacto Ambiental – Samarco/Rio Doce, formado por profissionais das mais diversas áreas do conhecimento, está disposto a analisar, de forma independente, voluntária e desvinculada de entidades privadas, públicas e do terceiro setor, esse desastre ambiental. De tal modo, ao agregarmos informação de diferentes grupos sociais em um documento único, geraremos a possibilidade de entendimento de realidades complexas das diferentes comunidades afetadas. Algumas perguntas que norteiam a ação deste GT são: Quais são os grupos sociais atingidos, e qual a extensão do impacto socioambiental? Qual é a perda material e imaterial para estas comunidades, por exemplo, grupos indígenas e comunidades tradicionais que possuem seu modo de vida intrinsecamente relacionado ao ambiente onde vivem?

Proposta de trabalho:

O GT trabalhará com eixos temáticos. Cada eixo terá um mediador, a quem caberá a organização dos objetivos e ações, bem como do relatório resultante. Os membros do GT poderão se inscrever nos eixos para contribuir no tema de seu interesse ou experiência. As contribuições dos membros do GT serão voluntárias e poderão ocorrer nas diferentes fases do processo: pesquisa bibliográfica, elaboração do protocolo de campo, campo, sistematização de dados, elaboração do relatório.

Os eixos temáticos a ser trabalhados são:

  • Impactos nas Atividades Econômicas
  • Impactos nas Atividades de Subsistência
  • Impactos na Saúde
  • Impactos na Cultura
  • Impactos no Patrimônio
  • Impactos na Migração / Permanência no território

A expedição de campo deste GT será coordenada por Fabio Comin e Bianca Pavan Piccoli, e tem como objetivo visitar a comunidades de pescadores, agricultores, indígenas, entre outras, que foram afetadas pelo desastre, para coletar informações relativas a todos os eixos temáticos.
Todas as informações, bem como o produto final, são de inteira responsabilidade dos coordenadores relacionados acima, cabendo a este grupo de coordenação analisar, aprovar e editar todos os dados coletados. Os produtos e informações gerados no âmbito deste GT serão divulgados exclusivamente no site oficial do GIAIA (giaia.eco.br).

Relatórios: